TURISMO EM PORTUGAL ULTRAPASSOU EM 2023 OS NíVEIS PRé-COVID, SAZONALIDADE FOI A MAIS BAIXA DA úLTIMA DéCADA

Todas as regiões do país registaram no ano passado crescimento nas dormidas, que ultrapassaram 85 milhões, com o aumento mais expressivo na zona Oeste e Vale do Tejo, segundo o Instituto Nacional de Estatística

O sector do turismo em Portugal conseguiu em 2023 ultrapassar os valores de 2019, anteriores à pandemia de covid-19, registando a chegada de 26,5 milhões de estrangeiros, mais 7,7% face ao ano da crise sanitária gerada pelo coronavírus (e num aumento de 19,2% face a 2022), segundo destaca o balanço consolidado do Instituto Nacional de Estatística (INE).

O destaque vai para Espanha, que se manteve como a principal origem dos turistas chegados ao país em 2023, com uma quota entre os visitantes estrangeiros de 25,2%, e um aumento anual de 16,7%. Já no que se refere às dormidas, o principal mercado emissor foi o Reino Unido, com uma quota de 18% entre os não residentes, e um crescimento anual de 10,2%, que foi de 5,9% face a 2019.

Os hotéis e outros alojamentos turísticos receberam no ano passado 32,5 milhões de hóspedes, geradores de 85,1 milhões de dormidas, o que resultou em crescimentos homólogos de 12,5% e de 10,3%, respetivamente, e refletindo subidas médias anuais 2,4% e 2,3% desde 2019.

Taxa de sazonalidade baixou para 36,9%

Em 2023, um terço das dormidas no país foram geradas pelo mercado interno, totalizando 28,1 milhões, num aumento anual de 2,1%, tendo os mercados externos assegurado 57,1 milhões de dormidas, neste caso com um crescimento anual de 14,9%.

A taxa de sazonalidade diminuiu para 36,9%, e “atingiu o valor mais baixo desde 2013”, segundo o INE, que detalha que este indicador se revelou mais elevado do lado dos residentes (41,3%) do que dos turistas externos (34,8%).

Os proveitos totais da hotelaria subiram no ano passado 20%, atingindo 6 mil milhões de euros. O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) cifrou-se em 64,8 euros, e o preço médio por quarto vendido em 113 euros.

Todas as regiões do país registaram crescimento no volume de dormidas em 2023. Em comparação com 2019, os aumentos destacaram-se mais na Grande Lisboa (11,8%), no Norte (14%), no Algarve (6,7%) ou no Centro (6,9%), mas o aumento mais expressivo de todos verificou-se na zona Oeste e Vale do Tejo (18,2%).

Portugueses fazem 3,2 milhões de viagens ao exterior

Outro aspeto analisado pelo INE são as deslocações turísticas dos residentes, em território nacional e estrangeiro, que em 2023 atingiram 23,7 milhões, refletindo um aumento de 4,6% face ao ano anterior, “mas ficando ainda aquém dos valores de 2019”, em cerca de 3,2% em termos globais - nota ainda o gabinete de estatísticas.

As viagens dos residentes em território nacional aumentaram 2,4% em 2023 face ao ano anterior, “mas ficaram ainda abaixo dos níveis pré-pandemia”, a níveis de menos 4,3% comparativamente com 2019, e atingindo 20,4 milhões.

“Pelo contrário, as deslocações dos residentes para o estrangeiro alcançaram 3,2 milhões em 2023 (mais 21,5% em comparação com 2022) e superaram os números de 2019 (em mais 4,1%)”, destaca o INE.

Nas deslocações dentro do país, o gasto por viagens do lado dos residentes totalizou, em média, 164,3 euros (mais 31,3 euros em comparação com 2019), e nas viagens ao estrangeiro, o gasto médio por cada turista residente atingiu 736,6 euros, mais 17,5% do que em 2019.

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